segunda-feira, 16 de abril de 2012

Aracne




É muito bonito o meu amigo de agora;
tem o mais belo pêlo da floresta,
e olhos onde brilha, em noite escura,
o faiscar do gelo nas alturas.
Demora-se a falar ao telefone
com a namorada, no vagar dos dias;
diz-lhe tudo o que faz, e pensa, e sente,
e ouve também, com ar inteligente,
as divertidas vidas que ela conta.
E há tantos episódios, desde o baile
dos mosquitos, no verão passado,
à recente soirée de sanguessugas,
que se distrai, e lento se espreguiça
ao sol, que lhe acentua as rugas.
Então eu subo pelo pêlo, e fico
a admirar tão sedosas harmonias;
no sussurro sem fios, que mal entendo,
colho o meu mel pequeno, e sou feliz.

António Franco Alexandre, Aracne.


«Viagens», de Marco Polo


«Esta obra notável move-se no plano dos costumes e dos conhecimentos geográficos e mercantis que podiam ser muito úteis a quem viajasse pelas terras do Oriente. Enfim, foi através de Marco Polo que o Ocidente ficou a conhecer os palácios sumptuosos dos déspotas asiáticos, os rios e as cidades do Catai (China), os costumes e ritos dos Indianos, as plantas e as espécies raras, os animais fabulosos. É ainda um testemunho, como escreveu Maria Bellonci, que rompe os limites do espaço e do tempo, e que nos liberta também dos limites que temos dentro de nós e que aproxima do real a utopia da fraternidade.»

António Osório

Marco Polo
VIAGENS

Prefácio de António Osório
Tradução de Ana Osório de Castro

Colecção BI 036 | PVP: 8 euros


«Zen e a Arte do Tiro com Arco»



«Neste livro admirável, o Professor Herrigel, filósofo alemão que veio para o Japão e exercitou a arte do tiro com arco para compreender o Zen, concede-nos um relato esclarecedor da sua própria experiência. A sua maneira de se expressar aproximará o leitor ocidental daquela singular e aparentemente inacessível forma da vivência oriental.»

Eugen Herrigel nasceu em 1884 em Kehl. Após concluir os estudos de Filosofia, leccionou em Heidelberg, em 1923. Entre 1924 e 1929 foi professor de Filosofia na Kaiserlichen Universität, em Sendia, no Japão, e entre 1929 e 1948 professor de Filosofia Sistemática em Erlangen. Morreu em 1955, em Partenkirchen/Obb.

Eugen Herrigel
ZEN E A ARTE DO TIRO COM ARCO

Tradução de Patrícia Lara, 
Introdução de Daisetz T. Suzuki

Colecção BI 014 | PVP: 4 euros

domingo, 15 de abril de 2012

Leonardo da Vinci *


* Nasceu no dia 15 de Abril de 1452 em Vinci, perto de Florença

Se o Bestiário denota a única tentativa de elaborar um livro complementar, os restantes textos remontam igualmente ao período da sua vida na corte de Ludovico Sforza em Milão, de 1482 a 1499, e revelam-nos outra faceta sua que tem sido descurada: a de homem de corte. Precisamente as fábulas, facécias e profecias foram produções destinadas a entreter os cortesãos.

Leonardo da Vinci
BESTIÁRIO, FÁBULAS E OUTROS ESCRITOS

Selecção, tradução e apresentação de José Colaço Barreiros

Colecção BI 026 | PVP: 4 euros

sábado, 14 de abril de 2012

«Os Doze Césares», de Suetónio


Embora pouco ou nada se saiba de preciso sobre a vida do autor de Os Doze Césares, parece, efectivamente, que teria nascido na época de Vespasiano e que seu pai servira na décima terceira legião romana como tribuno augusticlavo. Através das cartas de Plínio oMoço, seu protector, depreende-se que Suetónio era casado e pai de numerosos filhos. Mas o seu principal labor encontra-se nas numerosas obras literárias e históricas que escreveu. Graças à nomeada que ganhou com os seus trabalhos, veio a conquistar a amizade do imperador Adriano, que fez dele seu secretário ou epistolarum register. Malquistado com o imperador por causa da imperatriz Sabina, caiu em desgraça junto de Adriano e foi, depois disso, no retiro a que então se votou, que se consagrou a escrever a vida de Os Doze Césares.

Suetónio
OS DOZE CÉSARES

Tradução e notas de João Gaspar Simões

Colecção BI 023 | PVP: 12 euros

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beckett, Lacan, Le Clézio, Chafes

 
Samuel Beckett nasceu no dia 13 de Abril de 1906

Também nasceram num dia 13 de Abril
Jacques Lacan 
[1901]
J. M. G. Le Clézio
[1940]
 Rui Chafes 
[1966]

Procure-os ou marque encontro com eles na sua livraria.
Hoje, sexta-feira 13, pode ser um dia de sorte!

«"Cadernos do Subterrâneo" é "puro" Dostoiévski.»


Pelo tom agreste, pelas cores sombrias até à repulsa, pela tensão quase raivosa das situações e da linguagem (aliás despojada dos floreios elegantes com que muitas traduções insistem em ornamentar os textos do autor) este Cadernos do Subterrâneo é «puro» Dostoiévski. Publicado em 1864 numa revista, este livro já prefigura as obras ditas maiores do autor, sendo por isso considerado um texto fundamental para a compreensão da obra de Dostoiévski.
Fiódor Dostoiévski nasceu em 1821 em Moscovo de uma família modesta. Esteve preso e cumpriu trabalhos forçados na Sibéria. Viajou pela Europa, tendo residido na Alemanha até 1871, ano em que regressou à Rússia onde morreu dez anos depois. Escreveu algumas das mais conhecidas obras da literatura mundial, como Crime e Castigo (1866), O Jogador (1867), O Idiota (1868), Demónios (1872), Os Irmãos Karamázov (1880).

Fiódor Dostoiévski
CADERNOS DO SUBTERRÂNEO

Tradução do russo de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 017 | PVP: 8 euros

quinta-feira, 12 de abril de 2012

«Canto de Mim Mesmo»


Em mim vivem as vozes há muito tempo emudecidas,
Vozes de intermináveis gerações de prisioneiros e escravos,
Vozes de doentes e desesperados, de ladrões e anões, 
Vozes de ciclos de gestação e crescimento,
E dos fios que ligam as estrelas, e dos úteros e da seiva paternal,
E dos direitos dos ofendidos,
Dos disformes, triviais, simples, idiotas, desprezados,
Névoa no ar, escaravelhos que fazem rolar bolas de excrementos.

[Excerto do canto XXIV]

«Walt Whitman nasceu em Long Island, New York, em 1819 e morreu em Camden, New Jersey, em 1892.
Autodidacta, aprendiz de tipografia, discreto jornalista entre outros vários insucessos e enfermeiro na guerra da Secessão, assistiu ao veloz crescimento americano, foi intérprete e cantor dessa epopeia de contradições, dessa realidade real de que tanto alimentou a sua poesia — poesia também do corpo e do desejo, desafio, exaltação. […]
Ambígua, forte, geradora de inovadores ritmos e energias, a sua poesia foi razão de acesas polémicas, cujos ecos se foram extinguindo pouco a pouco, permitindo enfim o reconhecimento de quanto para os EUA, e não só, representou tão generoso canto.»

José Agostinho Baptista, in Prefácio de Cálamo.

Walt Whitman
CANTO DE MIM MESMO

Tradução de José Agostinho Baptista

Colecção BI 045 | PVP: 5 euros

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Um paraíso botânico"

João Miguel Fernandes Jorge, Telhados de Vidro, nº 4.

Feito na Ilha da Madeira, durante o Verão de 1972, o

GRAND HERBIER D'OMBRES
contém cerca de 100 espécies botânicas diferentes, cujas sombras a artista fixou 
sobre papel heliográfico exposto directamente ao sol.
Uma relíquia à venda nas livrarias Assírio & Alvim.

O sonho que imita a vida, até se tornar nela, para sempre


«Noites brancas»: noites do início do Verão em que não escurece, fenómeno observado em ambos os hemisférios a partir dos 60 graus de latitude norte e sul (em Petersburgo vai de 11 de Junho a 2 de Julho). Estas noites de Petersburgo que imitam o dia são o símbolo que preside ao conto de Dostoiévski: o sonho que imita a vida, até se tornar nela, para sempre. Fiódor Dostoievski nasceu em 1821 em Moscovo de uma família modesta. Esteve preso e cumpriu trabalhos forçados na Sibéria. Viajou pela Europa, tendo residido na Alemanha até 1871, ano em que regressou à Rússia onde morreu 10 anos depois.

Fiódor Dostoiévski
Noites Brancas – romance sentimental

Tradução do russo de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 039 | PVP: 5 euros