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segunda-feira, 5 de março de 2012

Boligán – Espelho de tinta


Boligán – Espelho de tinta

Angel Boligán Corbo

Apresentação de Jorge Zepeda Patterson

Selecção e edição de António Antunes

ISBN: 978-989-8566-01-0

Edição: Janeiro 2012 | Distribuição: Março 2012
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros

Formato: 24×28cm (encadernado)
Número de páginas: 128 (4 cores)



Boligán nasceu em1965, em San Antonio de los Baños, La Habana, Cuba.Começou a colaborar como caricaturista no Museu Internacional de Humor da sua terra natal em1980 e publica regularmente os seus desenhos na imprensa nacional cubana desde 1983. Foi professor de artes plásticas em 1987 e em 1992 viajou pelo México, onde reside desde então.
«Os desenhos de Boligán provocam o sorriso imediato.Nos seus cartoons há um olhar sagaz e crítico, mas não amargo.
As suas figuras humorísticas são os grandes banqueiros, empresários e o alto clero, geralmente desenhados com corpos enormes e inchados e cabeças liliputianas. E vice-versa, quanto mais simpática é a personagem que cria, mais possibilidades tem de ser desenhada com uma cabeça de proporções razoáveis.
A compilação destes cartoons de Boligán constitui um esplêndido objeto de desejo. Um volume que nos recompensa de imediato com o prazer estético do desenho e a celebração do humor que se entranha. E um efeito secundário, graças ao impacto de uma capacidade inventiva que continua a assaltar-nos muitos dias depois de termos fechado as páginas deste livro.»

Da apresentação de Jorge Zepeda Patterson.


Este livro foi publicado por ocasião da mostra Cartoon Xira’2011, de 18 de fevereiro a 25 de março de 2012. Com a organização da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira.

Cartoons do Ano 2011


Cartoons do Ano 2011

António, André Carrilho, Augusto Cid,
Cristina Sampaio, António Jorge Gonçalves,
Maia, Henrique Monteiro, António Viana

Introdução de Henrique Monteiro


ISBN: 978-989-8566-00-3

Edição: Janeiro 2012 | Distribuição: Março 2012
Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros

Formato: 24×28cm (encadernado)

Número de páginas: 120 (4 cores)

Talvez a caricatura e o cartoon político sejam a forma mais eficaz da crítica jornalística. Não é por acaso que a história de boa parte da fase final da monarquia (entre 1880 e 1902) pode ser acompanhada através do Álbum das Glórias, desenhado por esse antepassado de todos os cartoonistas portugueses que foi o grande Rafael Bordalo Pinheiro. A crítica mordaz de Bordalo mantém-se e avoluma-se agora, como sempre acontece em tempos de crise. Na vertente do humor corrosivo que é a crítica política, tantas vezes injusta mas sempre necessária, conseguem-se janelas de liberdade importantes através do desenho e do traço artístico.
Basta percorrer os desenhos relativos ao Governo de Sócrates e à sua sucessão, bem como os que dizem respeito a Belém, para me convencer (a mim próprio, pelo menos, se mais ninguém me acompanhar no raciocínio) de que algumas caras que lá encontramos têm mais hipótese de chegar à posteridade à boleia de um artista do que em função dos atos praticados em prol da Pátria. Mas adiante...
Já outros desenhos captam momentos muito precisos. Por exemplo, aquele Obama com uma tabela de basquete tão alta e tão longe do seu objetivo, é o retrato de uma desilusão, como os diversos Khadaffi são símbolos de uma esperança.
O futuro dir-nos-á se essa desilusão e esperança se conformaram, ou pelo contrário, serão os cartoons a tornar-se incongruentes.
Mas é a crise, a maldita crise, espelhada também no Governo atual, de Passos Coelho, bem como nos episódios já de si caricaturais como são todos os que envolvem Alberto João Jardim que, quanto a mim, espelham de forma mais luminosa a realidade. Porque, paradoxalmente, é no esconjuro da desgraça que se encontra muito do melhor humor, visível no tango em que Merkel sufoca Sarkozy, como no país que não é para novos, na tabuleta fúnebre da televisão pública ou nos esqueletos no armário dos partidos do poder.

Da apresentação de Henrique Monteiro.

Este livro foi publicado por ocasião da mostra Cartoon Xira’2011, de 18 de fevereiro a 25 de março de 2012. Com a organização da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira.