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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Gruta e Crânio - Desenho_1963-2011 José de Guimarães


Gruta e Crânio - Desenho_1963-211
José de Guimarães

Edição de Nuno Faria


ISBN: 978-989-97719-2-5
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros

Formato: 21×26 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 464 (a cores)

[ Exposição na Fundação Carmona e Costa de 19 de Maio a 28 de Julho de 2012 ]
«O desenho, tantas vezes considerado como excepção ou intervalo, momento de repouso na produção de um artista, constitui-se em Portugal como uma disciplina de espectro muito alargado, não sendo no entanto raros os casos de artistas que embora o pratiquem de forma continuada, por esta ou aquela razão não o tornam visível. Assim sucede com José de Guimarães, artista cuja posição de franca notoriedade no panorama artístico contrasta de forma gritante e paradoxal com o desconhecimento de um tão relevante segmento do trabalho, que permanecia até hoje inédito na sua quase totalidade.
Neste livro apresentam-se desenhos que cobrem um período de quase cinquenta anos. Aquilo que é dado a ver é um conjunto de trabalhos extraordinariamente diversificado, marcado pela experimentação, pela liberdade e pela volúpia do fazer, onde se afina a mão e forma o pensamento. Entre o passatempo e a descoberta de si, o combate ao tédio e a lenta construção de uma linguagem própria, o desenho é para José de Guimarães o território por excelência de tematização da multiplicidade. Entre desenhos realizados com máquina de escrever ou a tinta projectada com aerógrafo, uma largado conjunto de desenhos eróticos inspirados das gravuras de Hokusai, desenhos de construção lenta ou esquissos de aparência infantil em que à mão é dada a liberdade e a vertigem da procura, tudo aqui se manifesta no júbilo da desordem. Gruta e Crânio – Desenho_1963-2011 constitui-se assim como uma surpreendente oportunidade de revisitação do trabalho de José de Guimarães através do desenho, a "maior tentação do espírito", segundo Paul Valéry.»

Nuno Faria

quinta-feira, 24 de maio de 2012

uma surpreendente oportunidade de revisitação do trabalho de José de Guimarães


Gruta e Crânio – Desenho_1963-2011 constitui-se assim como uma surpreendente oportunidade de revisitação do trabalho de José de Guimarães [Guimarães, 25 de Novembro de 1939] através do desenho, a «maior tentação do espírito», segundo Paul Valéry. [Nuno Faria]


Gruta e Crânio – Desenho_1963-2011

[ Edição de Nuno Faria / Documenta ]

chega às livrarias na próxima semana.

sábado, 17 de março de 2012


WITTGENSTEIN E A ESTÉTICA
Nuno Crespo

Colecção: Diotima 6 / Tema, classificação: Ensaio (Arte / Filosofia)
Data de Edição: Novembro de 2011
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 392 páginas

ISBN: 978-972-37-1528-6
Preço: 16,98 euros / PVP: 18 euros



Num dos seus cadernos de notas Wittgenstein escreveu: «Penso ter resumido a minha atitude relativamente à filosofia quando disse: a filosofia só deveria poder ser poesia». E uns anos mais tarde acrescentou: «A estranha semelhança entre uma investigação filosófica (talvez especialmente na matemática) e uma investigação estética».

Estas afirmações não significam a fusão da filosofia com a poesia ou com a estética, mas sim tomar a poesia como matriz e método filosóficos. Uma proximidade assente em três aspectos fundamentais: a filosofia, como a poesia, implica um modo de composição, uma disciplina da observação e da atenção e uma forma de leitura. Não se trata de transformar o filósofo num poeta, mas faz o filósofo partilhar com o poeta uma relação de tensão relativamente à linguagem, ao modo como se observa o mundo, os outros e a si próprio e, depois, o modo como torna o que vê, compreende e experimenta, acessível, representável e público.

Nuno Crespo nasceu em Lisboa em 1975, cidade onde vive e trabalha. É professor universitário, investigador e crítico de arte. Assinou a curadoria de diversas exposições de arte contemporânea e arquitectura e é autor de ensaios sobre arte e arquitectura. A sua actividade de investigação dedica-se ao cruzamento entre filosofia, arte e arquitectura.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Eduardo Batarda


OUTRA VEZ NÃO. EDUARDO BATARDA

Textos
Eduardo Batarda, João Fernandes, Fernando José Pereira, João Pinharanda e Mariana Pinto dos Santos

Colecção: Arte e Produção 123 / Tema, classificação: Arte Contemporânea
Data de Edição: Dezembro de 2011
Formato e acabamento: 24,7 x 29,7 cm, edição encadernada / 424 páginas

ISBN: 978-972-37-1621-4
Preço: 39,62 euros / PVP: 42 euros

[…] a arte pode estar na parede, pode ter-se na cama, na prateleira, no fogão ou nos pés. […] Digo que dá para tudo. Eu repito que dá para tudo.

Eduardo Batarda


Este é o catálogo da exposição «Outra Vez Não. Eduardo Batarda», patente no Museu de Arte Contemporânea de Serralves até ao dia 25 de Março de 2012. A obra de Eduardo Batarda assume-se como um desafio: como interpretar a pintura e as suas imagens, referências e comentários? «Outra vez não. Eduardo Batarda», é uma ocasião para conhecer melhor o trabalho de um pintor singular, desde as primeiras obras da década de 1960 até aos quadros realizados em 2011.

«O conhecimento da obra de Eduardo Batarda é essencial ao entendimento da arte portuguesa actual. O seu trabalho vem de meados dos anos 60 do século xx e prolonga-se, neste início da segunda década do novo século, em processos constantes de renovação. Com uma primeira exposição individual em 1968 (Galeria Quadrante, Lisboa) a sua presença como autor tornou-se essencial a partir da exposição onde, em 1975, mostrou, num lugar tão central à vida cultural do tempo como era a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, os trabalhos que realizara em Londres ao abrigo de uma bolsa de estudo da instituição. Mas o conhecimento que possamos adquirir ao definir as características do seu trabalho e ao estudar a sua evolução vai esclarecer também horizontes mais vastos que os definidos pela sua obra e ajudar a entender o contexto global (não apenas artístico) onde se insere, ao qual reage e com o qual interage intensamente (e que, por vezes, a ele reage também intensamente).»

João Pinharanda


DOIS DESENHOS
uma aula ilustrada de iconografia
Autor
Eduardo Batarda

Colecção: Arte e Produção 124 / Tema, classificação: Ensaio (Arte)
Data de Edição: Novembro de 2011
Formato e acabamento: 17 x 24 cm, edição brochada / 272 páginas

ISBN: 978-972-37-1624-5
Preço sem IVA: 26,42 euros / PVP: 28 euros


Com a passagem do tempo, acontece que desenhos «completos» percam (aquilo que já foi) a sua explicação corrente. E pode suceder, depois de uma ou duas gerações, que eles reapareçam como se fossem obras de assunto incompreensível, e de argumento excêntrico ou confuso. Estamos a referir-nos (até mesmo) a composições inteiras, relacionáveis com histórias reconhecíveis, ou que supostamente teriam hoje ainda uma leitura quase imediata. Em casos extremos, até mesmo folhas para cujas invenções houve recurso a iconografias convencionais e bem estabelecidas podem ser julgadas de enredo misterioso. Por outras palavras, os esquecimentos podem interessar áreas muito vastas, e chegam a estar na origem de perdas ou de equívocos na interpretação temática das imagens.

Eduardo Batarda

domingo, 11 de março de 2012

Cross-Cultural


Cross-Cultural

Autor
Pedro Valdez Cardoso
Texto
José António Fernandes Dias
Entrevista
Lúcia Marques

Colecção: Arte e Produção 126 / Tema, classificação: Arte Contemporânea
Data de Edição: Dezembro de 2011
Formato e acabamento: 16,5 x 22 cm, edição brochada / 200 páginas

ISBN: 978-972-37-1629-0

Preço sem IVA: 23,58 € / P.V.P.: 25 €

«O trabalho de Pedro Valdez Cardoso desenvolve-se definitivamente fora do paradigma primitivista […]. Na sua já longa e persistente actividade artística, piscou anteriormente o olho a objectos africanos tradicionais: Jogos de caça e Mme. Pompadour voyage en Afrique, respectivamente no Porto em 2007 e em Vigo em 2009; e a posterior Les dresseurs, já em 2011, também no Porto, são exemplos evidentes. Mas, também com grande coerência, há uma questão recorrente que, embora não esgotando as suas preocupações, está subjacente em grande número dos seus trabalhos e exposições — o colonial, a nossa história nacional-colonial, a situação da nossa pós-colonialidade. Este projecto, que já se intitula “cross-cultural”, constitui um ponto de encontro e de articulação particularmente feliz destas duas vertentes da sua obra.»

José António Fernandes Dias

«[…] Em determinados momentos históricos mandou-se imprimir um padrão comemorativo desse mesmo acontecimento como forma de celebração. Como o tecido tem esta ligação histórica memorativa e está associado a formas mais ou menos explícitas de exercícios de poder, decidi criar esculturas baseadas numa iconografia também ela associada ao poder. É aqui que surgem as cabeças de animais / troféus exóticos e a heráldica, que depois eu desconstruo pela forma como essa iconografia é reconstruída, através do uso de objectos quotidianos e precários, tais como latas de cerveja, cascas de banana ou meias.»

Pedro Valdez Cardoso

segunda-feira, 5 de março de 2012

Antes Que Me Lembre


Antes Que Me Lembre

Manuel Caldeira, Marcelo Costa,

Jorge Nesbitt, João Miguéis
Textos de Manuel Castro Caldas, Bruno
Marchand, Sara Antónia Matos, João Miguel
Fernandes Jorge, Maria João Mayer Branco


ISBN: 978-989-97719-0-1

Edição: Janeiro 2012 | Distribuição: Março 2012
Preço: 14,15 euros | PVP: 15 euros

Formato: 15×21cm (brochado) [ bilingue: português e inglês]

Número de páginas: 152 (96 pp. a 4 cores)

Os quatro artistas cujo trabalho aqui é mostrado são pintores, pois é a pintura que, antes de tudo o resto, os abandonou e eles abandonam. Chamados a transformar esse abandono em produtiva separação—condição de ascese e exercício — perseguem o ser-em-fuga, cientes de que nada sobra, intacto ou «puro», para agarrar. Daí os heterogéneos compósitos, registando o que, simultaneamente afastado e vizinho, retido e descartado, se redistribui segundo a nova proximidade do arcaísmo, que «em nenhum outro ponto pulsa com mais força do que no presente».
Chamaremos desenho (que outro nome dar-lhe?) ao mecanismo responsável por este registo: uma mão «ideal» funda o espaço lógico onde a oposição entre afirmação e negação se desactiva e propicia o «encontro secreto (…) entre o arcaico e o presente». Mão inexistente, visto que o seu toque é o «ideal do tocar», onde «o que toca não está separado do que é tocado senão por uma inexistência (…)».
Não podendo ser feita, a impossível pintura não pode senão ser tocada (João Miguéis), ela própria tocando e sendo tocada pela escultura (Manuel Caldeira), ou ambas pela Cerâmica (Marcelo Costa), ou antes e ainda pela Ilustração (Jorge Nesbitt). Imitando a vida que imita a arte que imita a pintura, o desenho revolve o chão do mesmo, ligando os tempos que nele se ocultam, que nele se exaltam. De olhos postos na sombra, no assombro, na assombração.

Manuel Castro Caldas

Este livro foi publicado por ocasião da exposição Antes que me lembre, de 22 de fevereiro a 14 de abril de 2012, realizada na Fundação Carmona e Costa, Edifício Soeiro Pereira Gomes, Lote 1, 6.º direito, em Lisboa.