terça-feira, 10 de abril de 2012

«Os ucranianos dão este nome a um chefe dos gnomos, cujas pálpebras descem até ao chão.»


«Víi é uma gigantesca criação da imaginação do povo. Os ucranianos dão este nome a um chefe dos gnomos, cujas pálpebras descem até ao chão. Toda esta novela é uma lenda popular. Não quis mudá-la em ponto algum e conto-a na forma quase tão simples como aquela em que a ouvi.»

Filipe Guerra
Nikolai Gógol
O BRUXO VÍI

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra


Colecção BI 067 | PVP: 5 euros

«Contos de São Petersburgo», de Nikolai Gógol

Estão aqui reunidas as cinco «Histórias de Petersburgo» — Avenida Névski (1834), Diário de um Louco (1834), O Nariz (1836), O Retrato (1841) e O Capote (1841). Acrescentou-se A Caleche (1836), pequeno conto que alguns autores integram neste ciclo. Trata-se do chamado «segundo período» da obra do autor, que se seguiu ao período das histórias ucranianas — Noites na Granja ao pé de Dikanka e Mírgorod.
Nikolai Gógol nasceu a 20 de Março de 1809 na província de Poltava (Ucrânia), no seio de uma família de médios proprietários rurais (1200 hectares e 200 servos da gleba). Partiu jovem para Petersburgo, a fim de fazer carreira. Passou grande parte da sua vida em viagens pelo estrangeiro e pela Rússia. Depois de uma lenta agonia, morreu a 4 de Março de 1852, num estado de ascese e em grande sofrimento.

Nikolai Gógol
CONTOS DE SÃO PETERSBURGO

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 007 | PVP: 7 euros

«Os Papéis de K.», de Manuel António Pina


Os Papéis de K.
Manuel António Pina

Edição / reimpressão: 2012 / 80 páginas

ISBN: 978-972-37-0834-9 / PVP: 10 euros

Nova edição disponível, a partir de hoje, nas livrarias Assírio & Alvim
 
Sobre Os Papéis de K. disse Manuel António Pina, em entrevista ao Jornal de Letras: «Trata-se, fundamentalmente, acho eu, de um texto sobre a memória, isto é, sobre tudo. E sobre o tempo. […] Tinha a história na cabeça há quase 20 anos, desde uma viagem ao Japão, e em especial a Nagasaki, em 1984, durante a qual comecei a interessar-me pelo xintô (o xintô, o kami-no-michi, ou a via dos deuses, é o pano de fundo do livro). Mas não sabia como pegar-lhe. Até que, recentemente, a escrevi quase de um fôlego, em duas ou três noites. Depois reescrevi-a várias vezes. A versão agora publicada é, salvo erro, a 18ª. Sei-o porque, como guardava as versões num CD não regravável, tinha que as ir numerando para o CD as aceitar. É, de facto, a primeira obra de ficção que publico (e, se calhar, a última, embora tenha para aí alguns contos). Mas julgo que não está substancialmente muito longe da poesia que tenho escrito...»

«Igreja e Sociedade Portuguesa — Do Liberalismo à República»



Igreja e Sociedade Portuguesa — Do Liberalismo à República
 
Manuel Clemente 

Prefácio
Rui Ramos

Colecção: Peninsulares 105 / tema, classificação: História
Data de edição: Março de 2012
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 568 páginas


ISBN: 978-972-37-1610-8 / PVP: 24 euros

Disponível, a partir de hoje, nas livrarias Assírio & Alvim

«Os estudos e intervenções reunidos neste volume abrem uma porta fascinante sobre a história contemporânea de Portugal. Não era uma porta fechada, mas era uma porta que precisava de ser aberta assim, com este saber e largueza de vistas. D. Manuel Clemente é um dos nossos maiores especialistas de história do catolicismo contemporâneo. Neste livro, a sua atenção incide principalmente sobre a relação da igreja com o Estado durante a época do Liberalismo, entre o princípio do século XIX e o princípio do Século XX. Mas estão também incluídas aqui importantes e sugestivas investigações e reflexões sobre a vida paroquial em Lisboa no século XX, as esperanças e as angústias de Raul Brandão num “mundo anticristão”, ou a “nova religião” desejada por alguns líderes da I República, como Bernardino Machado. Este é um livro que trata de muitos temas, iluminando todos de um modo seguro e estimulante.»

Rui Ramos

«De que história falamos ou prevemos na nossa pátria portuguesa, cem anos passados da implantação da República? — De que história «repatriada» pelas intransmissíveis responsabilidades imediatas e simultaneamente «expatriada» pela dimensão internacional do deve e haver que é agora o nosso? — Que nos sobra realmente do passado e assim mesmo o autentica por essa mesma realidade sobrante? — E o que somos diferentemente dele, para nos relançarmos com a novidade que se impõe?»

Manuel Clemente

Manuel José Macário do Nascimento Clemente nasceu em Torres Vedras, a 16 de Julho de 1948. Licenciado em História e doutorado em teologia Histórica, lecciona História da Igreja na Universidade Católica Portuguesa desde 1975, tornando-se director do Centro de Estudos de História religiosa da mesma Universidade. É autor de vários trabalhos sobre o catolicismo em Portugal a partir do liberalismo, nomeadamente Nas origens do apostolado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [Lisboa, UCP, 1993]. Na Assírio & Alvim publicou Portugal e os Portugueses [2008], 1810 – 1910 – 2010; Datas e Desafios [2009] e Porquê e Para Quê? Pensar com esperança o Portugal de hoje [2010].
Ordenado presbítero a 29 de Junho de 1979, foi cónego da Sé de Lisboa, e reitor do Seminário dos Olivais. Nomeado bispo auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, a 6 de Novembro de 1999, foi ordenado na igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos) no dia 22 de Janeiro de 2000. Em Fevereiro de 2007 foi nomeado pelo Vaticano bispo do Porto, função que assumiu no dia 24 de Março do mesmo ano. Presidiu a Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais entre 2005 e 2011. É vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa desde 2011. Em 2012 foi nomeado por Bento XVI membro do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Recebeu várias distinções, entre elas o Prémio Pessoa em 2009 e a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, atribuída pela Presidência da República Portuguesa, em 2010.

Helder Moura Pereira recebe hoje, ao fim da tarde, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2011

Foto: Chapéu e Bengala/Culsete (Setúbal)
 

Helder Moura Pereira recebe hoje pelas 18:30, na Casa Fernando Pessoa, Rua Coelho da Rocha, nº 16, em Lisboa, o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2011.

Fernando J. B. Martinho falará, em nome do júri, de que também fizeram parte Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais, acerca do livro premiado, Se as Coisas Não Fossem o Que São (edição Assírio & Alvim), do qual serão lidos poemas pelo actor Luís Lucas.

Os livros de Helder Moura Pereira estão à venda nas livrarias Assírio & Alvim.


José Quitério [Tomar, 10 de Abril de 1942]


«Os textos que compõem este livro têm proveniências diferentes: 6 figuram no Livro de Bem Comer, 14 em Histórias e Curiosidades Gastronómicas, 11 são inéditos. Os não inéditos foram objecto de revisão, emendas e acrescentos (nalguns casos substanciais). Escritores à Mesa (e outros artistas) resulta da necessidade de rearrumação, tendo em vista que os dois livros anteriormente referidos jamais serão reeditados como tais. [...]»

José Quitério, Escritores à Mesa (e outros artistas)

«Um longo caminho foi percorrido desde que o primeiro antepassado, de cócoras e testunho franzido, teve o lampejo de submeter a vianda abatida a sílex à carícia fulgente da chama, até à alta escola duma lebre à la royale ou, puxando a brasa ao nosso fogão, duma perdiz à Convento de Alcântara. Dezenas de milhar de anos separam, com efeito, as noções de nutrir-comer, fome-apetite, necessidade-prazer, alimentação-gastronomia. É a passagem da biologia à história, a transição do reino da necessidade para o da liberdade. Não vem ao caso fazer-se a narração destes eventos, bastando recordar que o nascimento da culinária, isto é, a arte de transformar os elementos/alimentos em iguarias e o seu desenvolvimento progressivo até dar origem à gastronomia, representam momentos da mais elevada transcendência na evolução do homem e no seu gradual domínio sobre a natureza.
[…]»

José Quitério, Livro de Bem Comer

Parabéns, José Quitério!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

«Quando Pascoaes inventou Portugal não se deu conta do que tinha feito: pensou que se tinha limitado a descobri-lo.»



«Quando Pascoaes inventou Portugal não se deu conta do que tinha feito: pensou que se tinha limitado a descobri-lo. Quando imaginou os Portugueses, entregando-lhes as palavras e as visões que só a ele pertenciam, enganou-se. Os Portugueses de Pascoaes nem sequer existiam. Pascoaes nunca percebeu que era tudo invenção dele. Escreveu um livro, a Arte de Ser Português, recusando a responsabilidade da criação, na ânsia de ser apenas um espectador.
Pascoaes não queria ser mais um poeta. Queria servir, servir e pertencer. Não queria ficar de fora nem sozinho. Queria escrever, mas escrever como quem presta um serviço: um serviço de observar, de ouvir, de descrever. Não queria ser mais um escritor português. Queria ser o escritor através do qual escrevia Portugal. Nem menos!»

Miguel Esteves Cardoso

Teixeira de Pascoaes
ARTE DE SER PORTUGUÊS

apresentação de Miguel Esteves Cardoso

Colecção BI 020 | PVP:5 euros

Baudelaire [9 de Abril de 1821 - 31 de Agosto de 1867]



Se passar hoje pela livraria do Chiado, não deixe de perguntar se ainda anda por lá um exemplar do, há muito esgotado, As Flores do Mal (tradução e Fernando Pinto do Amaral).

quinta-feira, 5 de abril de 2012

«Só a imaginação transforma. Só a imaginação transtorna.»


«Só a imaginação transforma. Só a imaginação transtorna. É imaginação o livre exercício do espírito que servindo-se de um ou mais aspectos do “real” passa lenta ou rapidamente ao extremo limite deste para alcançar, pouco importa em que margens, o objecto real de um irreal conquistado no espírito. Acelerar este processo levando-o a um ponto em que se torne impossível falar de real e irreal (negação da negação anterior), produzir um objecto onde tudo, simultaneamente, tem as propriedades da verdade e do erro, da razão e da loucura, do que foi encontrado e do que foi perdido, é transformar a realidade depois de a haver transtornado – é fixar, violentando a realidade “presente”, um novo real poético (uno). Esse real poético dá-o o surrealismo, reunindo, até hoje insuperavelmente, Apolo e Dionisos, Vénus Urânia e Vénus Anadiómena, Ocultismo e Magia.» - Mário Cesariny


Mário Cesariny
MANUAL DE PRESTIDIGITAÇÃO

Colecção BI 032 | PVP: 7 euros


«uma apresentação perfeita do diálogo heteronímico»

Esta é uma série de poemas de que o acaso está excluído. Cada um corresponde a uma escolha que Pessoa faz para publicação — de entre o conjunto impressionante dos seus escritos, tal como hoje o conhecemos.
O resultado é uma apresentação perfeita do diálogo heteronímico, passando por alguns dos momentos-chave da moderna poesia em português.

Fernando Pessoa
FICÇÕES DO INTERLÚDIO 
Poemas publicados em vida

edição de Fernando Cabral Martins

Colecção BI 011 | PVP: 7 euros