sábado, 16 de março de 2013

«Os Versos do Navegante», de Álvaro Mutis


OS VERSOS DO NAVEGANTE 
antologia poética
(edição bilingue)
Álvaro Mutis

Selecção e Prólogo: Lauren Mendinueta § Tradução: Nuno Júdice

Data de Edição: Março de 2013
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada com badanas/ 208 páginas
ISBN: 978-972-37-1678-8
Preço: 15 €

Álvaro Mutis (Bogotá, 1923) é o decano dos poetas colombianos vivos e um dos grandes nomes da poesia hispânica contemporânea. Os Versos do Navegante é a primeira antologia da sua obra poética editada em Portugal e reúne uma seleção de textos de todos os seus livros de poesia publicados até hoje. Angústia e fatalidade, mas também exuberância e fascínio, são as pedras fundacionais da sua insólita e vital literatura.

            © Daniel Mordzinski
Mutis é considerado o maior dos poetas colombianos vivos e um dos mais destacados da América Hispana. Nasceu em Bogotá, em 1923, e realizou os seus primeiros estudos em Bruxelas. De regresso à Colômbia viveu por temporadas numa herdade de café na região de Tolima. Segundo ele próprio afirma, toda a sua obra está destinada a celebrar e perpetuar esse território. Poesia exuberante, povoada de rios caudalosos e embravecidos, nela a linguagem flui misteriosa. A sua carreira literária começou em 1948 com a publicação em Bogotá de La balanza, seu primeiro livro de poemas, mas a edição desapareceu nas chamas dos incêndios do 9 de abril de 1948, data em que foi assassinado o candidato presidencial Jorge Eliezer Gaitán. Nunca participou na política e declara-se monárquico. A sua obra tem sido distinguida com diversos prémios e com as mais altas distinções, de que destacamos: Prémio Príncipe de Astúrias das Letras 1997, Prémio Reina Sofía de Poesia Iberoamericana 1997 e Prémio Cervantes 2001. É grande amigo de Gabriel García Márquez e o primeiro leitor dos seus rascunhos. Vive no México desde 1956.

sexta-feira, 15 de março de 2013

«Fogo», de Gastão Cruz


FOGO
Gastão Cruz


Colecção: Poesia Inédita Portuguesa / Tema, classificação: Poesia
Data de Edição: Março de 2013
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 64 páginas
ISBN: 978-972-37-1676-4
Preço: 10 €


Este é o mais recente livro de poesia de Gastão Cruz, nome incontornável da poesia portuguesa contemporânea, reconhecido pelos leitores e pela crítica, como o prova a sua recente nomeação como finalista do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2012.



Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professor do ensino secundário, exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, durante muitos anos o grupo de teatro Teatro Hoje / Teatro da Graça, que ajudou a fundar.
Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica A Morte Percutiva, no histórico volume coletivo Poesia 61.
Nome central na poesia portuguesa contemporânea, publica assiduamente na Assírio & Alvim e a sua obra tem sido distinguida com inúmeros prémios, entre eles o Grande Prémio de Poesia da APE e o Prémio Correntes d’Escritas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Armando Silva Carvalho


Armando Silva Carvalho nasceu em Olho Marinho (Óbidos) no dia 14 de Março de 1938.


Parabéns, Armando!

quarta-feira, 13 de março de 2013

«O Problema da Habitação», de Ruy Belo


O PROBLEMA DA HABITAÇÃO
Ruy Belo

Prefácio de Fernando Pinto do Amaral

Colecção: Obras de Ruy Belo / Tema, classificação: Poesia
Data de Edição: Março de 2013
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 72 páginas
ISBN: 978-972-37-1674-0
Preço: 11 €

Publicado em 1962, um ano após Aquele Grande Rio Eufrates, o livro agora reeditado pela Assírio & Alvim representa, a meu ver, um dos momentos mais coerentes e mais densos da obra de Ruy Belo […].  Fernando Pinto do Amaral

O Problema da Habitação foi o segundo livro publicado por Ruy Belo, um dos grandes poetas do século XX português. Nas palavras de Gastão Cruz, «Creio que nenhum poeta português interroga de forma tão aguda e permanente como Ruy Belo a estranheza do que nos acontece e do que nos rodeia […], as contradições da nossa fala e as nossas idas e vindas […], a nossa insegurança e a nossa efemeridade.»

Ruy Belo nasceu em 1933 em S. João da Ribeira. Licenciou-se em Direito e, mais tarde, em Filologia Românica, pela Universidade de Lisboa, obtendo mais tarde o doutoramento em Direito Canónico pela Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma. Entre outras actividades foi crítico literário, jornalista, leitor na Universidade de Madrid e tradutor para português de nomes como Blaise Cendrars, Saint-Exupéry, Lorca e Jorge Luís Borges, entre muitos outros. Considerado um dos mais importantes poetas portugueses da segunda metade do século XX, faleceu precocemente em 1978.

quarta-feira, 6 de março de 2013

«Serão Inquieto», de António Patrício


SERÃO INQUIETO
António Patrício

Nota Preambular de Armando Nascimento Rosa
Edição e Posfácio de David João Neves Antunes

Colecção: Obras de António Patrício / Tema, classificação: Contos
Data de Edição: Fevereiro de 2013
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 160 páginas
ISBN: 978-972-37-1669-6
Preço: 12 €

Génio, em arte, é o teclado imaterial das analogias que o sopro da emoção acorda sempre, e faz de cada instante eternidade; e põe o hálito de Deus nos muros nús; e desdobra sobre eles, como um fresco, um invisível fresco mais-que-vivo, o universo mergulhado em sonho.

Em 1910, António Patrício deu ao prelo a primeira edição do livro de contos Serão Inquieto. À série de contos «Diálogo com uma águia», «O precoce», «O homem das fontes», «Suze» e «O Veiga», seguem-se «Words», notas que António Patrício seleccionou e transcreveu de um caderno de notas e atribui em nota de rodapé a um tal C.F., seu «ex-condiscípulo», que se despedira do autor «para casar, como outros se despedem para morrer», e que «não ferem sensivelmente a moral pública», sendo possivelmente «os senhores dirão — curiosas». Em 1920, saía a segunda edição do livro, diferindo da primeira por apresentar uma Errata, que é extensível à edição de 1910, e mais umas notas que acrescentam as «Words». A edição que agora se apresenta resulta do confronto das duas edições anteriores e acrescenta-lhes uma terceira secção, inédita, constituída pelos «Aforismos».


António Patrício (Porto, 1878-Macau, 1930) estudou Medicina na Universidade do Porto. Nunca exerceu a profissão porque, com o advento da 1.ª República, ingressou na carreira diplomática. Poeta, dramaturgo e contista, é o mais extraordinário expoente da estética simbolista na dramaturgia de língua portuguesa. Publicou, em livro, peças de teatro como O Fim – História dramática em dois quadros (1909) e Pedro o Cru – Drama em quatro actos (1918), tendo deixado incompletos muitos outros escritos e projectos para teatro. Os seus poemas estão reunidos em dois volumes: Oceano (1905), o seu livro de estreia, e Poesias, uma edição póstuma (1942).