sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Onde estás agora / Oh meu amigo?



ONDE EST
ÁS AGORA?
                                           ao MAP

  
Onde estás agora
Oh meu amigo?
Nem dentro
Nem fora
Nem muito longe
Nem muito perto
Talvez nos primeiros
Raios da aurora
Talvez no deserto
No mais incerto
E improvável
Lugar

Onde estás agora
Oh meu amigo
Que não te oiço?
Talvez no fim
Da estrada
Envolto em poeira
Numa cadeira
De baloiço
Em frente ao grande
Tudo
Ou ao grande
Nada

Jorge Sousa Braga

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

«Império» [ edição normal + edição "única & limitada" ]


Império

Alexandre Melo, André e. Teodósio, Vasco Araújo


ISBN: 978-989-97719-7-0

Edição: Outubro 2012

Preço: 12,26 euros | PVP: 13 euros

edição especial à venda nas nossas livrarias
100 exemplares (com a reprodução dos fotogramas a cores), numerados de 1/100 a 100/100 e assinados pelos autores

Preço: 23,58 euros | PVP: 25 euros
 

Formato: 15,5×23,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 120 (com reproduções)

Deste livro fez-se uma tiragem normal de 400 exemplares e uma tiragem especial de 100 exemplares (com a reprodução dos fotogramas a cores), numerados de 1/100 a 100/100 e assinados pelos autores.

Manuel Gusmão apresenta | Luís Miguel Cintra lê


Até logo!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

«O Pássaro na Cabeça e mais versos para crianças», de Manuel António Pina § Ilda David’


O Pássaro na Cabeça 
e mais versos para crianças
Manuel António Pina § Ilda David’

Colecção: Assirinha / Tema, classificação: Infanto-Juvenil
Formato e acabamento: 23 x 23 cm, edição encadernada / 60 páginas

ISBN: 978-972-37-1658-0
PVP: 13 €

O Pássaro da Cabeça
foi publicado em 1.ª edição em 1983 (A Regra do Jogo, Lisboa), e nele se reúnem diversos poemas infantis do autor, incluindo alguns publicados em outros livros seus, como Gigões & Anantes e O Têpluquê e Outras Histórias. A presente edição é enriquecida com imagens da pintora Ilda David’.




A ANA QUER

A Ana quer
nunca ter saído
da barriga da mãe.
Cá fora está-se bem,
mas na barriga também
era divertido.

O coração ali à mão,
os pulmões ali ao pé,
ver como a mãe é
do lado que não se vê.

O que a Ana mais quer ser
quando for grande e crescer
é ser outra vez pequena:
não ter nada que fazer
senão ser pequena e crescer
e de vez em quando nascer
e voltar a desnascer.

BASTA IMAGINAR

Basta imaginar
um pássaro para o aprisionar,
e depois imaginar o ar para o libertar
e imaginar asas para ele voar
e imaginar uma canção para ele cantar.


Este livro integra as Metas Curriculares de Português para o Ensino Básico, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos — Lista de obras e textos para leitura orientada, 5.º Ano.

«Guia de Aves», de Lars Svensson, Killian Mullarney e Dan Zetterström


GUIA DE AVES

Lars Svensson, Killian Mullarney e Dan Zetterström

Tradução e Revisão Científica: Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Colecção: Rosa dos Ventos 6 / Tema, classificação: Natureza
Formato e acabamento: 13,5 x 19,4 cm, edição brochada / 448 páginas

ISBN: 978-972-0-79214-3
PVP: 33 €

Este é, indiscutivelmente, o melhor guia de aves até hoje publicado sobre as aves da Europa, Norte de África e Médio Oriente, disponibilizando toda a informação necessária para identificar qualquer espécie em qualquer época do ano. O texto é detalhado e cobre aspectos do habitat, da área geográfica, da descrição e dos cantos de cada espécie. Inclui mapas de distribuição para as espécies de Portugal e da Europa, com informação rigorosa sobre as áreas de distribuição, de migração e de invernada.


Esta 2.ª edição inclui mais de 3500 ilustrações com todas as plumagens representativas de cada espécie, pintadas pelos melhores artistas de ilustração de aves do mundo. A tradução e a revisão estiveram a cargo de uma equipa técnica da SPEA — Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mário Cesariny [ 9/VIII/1923 - 26/XI/2006 ]

                                                                                             ©Eduardo Tomé

Muito acima das nuvens seja o centro
das nossas misteriosas poéticas
o irresistível anseio de viajar
um só movimento trabalhado à mão
nos ermos mais altos
mais desaparecidos

Pena Capital

«Estação Central», de José Tolentino Mendonça



ESTAÇÃO CENTRAL
José Tolentino Mendonça

Colecção: Poesia Inédita Portuguesa 131 / Tema, classificação: Poesia

Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 64 páginas

ISBN: 978-972-0-79319-5
PVP: 9 €

«Reconhecido unanimemente como um dos grandes poetas portugueses da atualidade, José Tolentino Mendonça regressa aos seus leitores com Estação Central, onde um dos poemas que o integram tem a seguinte epígrafe de Dietrich Bonhoeffer: «Deus é impotente e fraco no mundo, e somente assim está connosco e nos ajuda». Compreende-se por isso que «[…] Deus sendo puro deixa-se consumir / com a paixão insultuosa / dos devassos». Esta ambivalência entre a solidão da humanidade e o maravilhoso mistério que a acompanha perpassa as páginas deste livro.» [A&A]



CREDO
atribuído a Yossel Rakover

Creio no sol, mesmo quando não o vejo
Creio no amor, mesmo quando não o abraço
Creio em Deus, mesmo quando Deus se cala

domingo, 25 de novembro de 2012

«Teoria da Heteronímia», de Fernando Pessoa


TEORIA DA HETERONÍMIA
Fernando Pessoa


Edição: Richard Zenith e Fernando Cabral Martins

Colecção: Páginas de Fernando Pessoa 4 / Tema, classificação: Literatura Portuguesa
Formato e acabamento: 14,5 x 21 cm, edição brochada / 384 páginas


ISBN: 978-972-0-79318-8
PVP: 18 €

«Caímos na armadilha. Fomos, realmente, burlados, como foram burlados os seus amigos para quem ele preparou, de peito feito, a grande “palhaçada” dos seus heterónimos.» O parecer, publicado em 1951, é do primeiro biógrafo de Fernando Pessoa. Embora João Gaspar Simões muito admirasse o poeta, considerava os heterónimos uma blague e a obra feita em seu nome um «ciclo mistificador». No entanto, para muitos especialistas e leitores, a heteronímia é a chave que permite apreciar devidamente a obra e o génio do poeta.
A presente edição reúne textos de Fernando Pessoa — prosa, poesia e alguns projetos — que de algum modo incidem sobre o tema da heteronímia, enquanto procedimento literário e como modo de estar no mundo. Um prefácio analisa e contextualiza o fenómeno, enquanto uma Tábua de heterónimos e outros autores fictícios descreve as aptidões e a atividade literária de 106 «colaboradores» de Pessoa, alguns dos quais revelados nesta edição pela primeira vez.


«Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.
Para criar, destruí-me. Tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena nua onde passam vários actores representando várias peças.
»


Fernando Pessoa

sábado, 24 de novembro de 2012

«Aniki-Bóbó», por Manuel António Pina


ANIKI-BÓBÓ

Manuel António Pina


Colecção: Livros de Cinema / Tema, classificação: Ensaio
Formato e acabamento: 14,5 x 21 cm, edição brochada com badanas / 96 páginas


ISBN: 978-972-37-1659-7
PVP: 10 €

Céu e terra, transcendência e realidade quotidiana, interligam-se intimamente em Aniki-Bóbó. A certa altura, enquanto Eduardito jaz no leito do hospital, os pequenos personagens de Aniki-Bóbó manterão, sob o céu da noite e fitando as estrelas, uma «filosófica» conversa sobre a vida e a morte, Deus e o Diabo, o conhecido e o desconhecido, na qual, sob a expressão ingénua dos medos e fantasmas infantis, não é difícil descortinar as grandes interrogações essenciais que, diante do invisível, ancestralmente inquietam o homem.
[excerto do livro]


Aniki-Bóbó, primeira longa-metragem e primeiro filme de ficção de Manoel de Oliveira, é hoje, apesar de incompreendido à época da estreia em 1942, um clássico absoluto do cinema português e uma obra ímpar na cinematografia mundial. Interpretado por crianças, história de adultos transposta para o universo da infância, este filme profundamente poético, cuja singularidade se sobrepõe sem contestação às afinidades estéticas que a crítica por vezes lhe atribuiu (por exemplo com o neo-realismo italiano que todavia lhe é posterior), encontra em Manuel António Pina, poeta e autor de literatura infantil, o seu mais sensível olhar.

Manuel António Pina, um dos nomes maiores das letras portuguesas contemporâneas, Prémio Camões 2011, escreveu este livro até agora inédito por encomenda do British Film Institute para uma colecção sobre os melhores filmes de sempre comemorativa do centenário do cinema.