domingo, 25 de novembro de 2012

«Teoria da Heteronímia», de Fernando Pessoa


TEORIA DA HETERONÍMIA
Fernando Pessoa


Edição: Richard Zenith e Fernando Cabral Martins

Colecção: Páginas de Fernando Pessoa 4 / Tema, classificação: Literatura Portuguesa
Formato e acabamento: 14,5 x 21 cm, edição brochada / 384 páginas


ISBN: 978-972-0-79318-8
PVP: 18 €

«Caímos na armadilha. Fomos, realmente, burlados, como foram burlados os seus amigos para quem ele preparou, de peito feito, a grande “palhaçada” dos seus heterónimos.» O parecer, publicado em 1951, é do primeiro biógrafo de Fernando Pessoa. Embora João Gaspar Simões muito admirasse o poeta, considerava os heterónimos uma blague e a obra feita em seu nome um «ciclo mistificador». No entanto, para muitos especialistas e leitores, a heteronímia é a chave que permite apreciar devidamente a obra e o génio do poeta.
A presente edição reúne textos de Fernando Pessoa — prosa, poesia e alguns projetos — que de algum modo incidem sobre o tema da heteronímia, enquanto procedimento literário e como modo de estar no mundo. Um prefácio analisa e contextualiza o fenómeno, enquanto uma Tábua de heterónimos e outros autores fictícios descreve as aptidões e a atividade literária de 106 «colaboradores» de Pessoa, alguns dos quais revelados nesta edição pela primeira vez.


«Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.
Para criar, destruí-me. Tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena nua onde passam vários actores representando várias peças.
»


Fernando Pessoa

sábado, 24 de novembro de 2012

«Aniki-Bóbó», por Manuel António Pina


ANIKI-BÓBÓ

Manuel António Pina


Colecção: Livros de Cinema / Tema, classificação: Ensaio
Formato e acabamento: 14,5 x 21 cm, edição brochada com badanas / 96 páginas


ISBN: 978-972-37-1659-7
PVP: 10 €

Céu e terra, transcendência e realidade quotidiana, interligam-se intimamente em Aniki-Bóbó. A certa altura, enquanto Eduardito jaz no leito do hospital, os pequenos personagens de Aniki-Bóbó manterão, sob o céu da noite e fitando as estrelas, uma «filosófica» conversa sobre a vida e a morte, Deus e o Diabo, o conhecido e o desconhecido, na qual, sob a expressão ingénua dos medos e fantasmas infantis, não é difícil descortinar as grandes interrogações essenciais que, diante do invisível, ancestralmente inquietam o homem.
[excerto do livro]


Aniki-Bóbó, primeira longa-metragem e primeiro filme de ficção de Manoel de Oliveira, é hoje, apesar de incompreendido à época da estreia em 1942, um clássico absoluto do cinema português e uma obra ímpar na cinematografia mundial. Interpretado por crianças, história de adultos transposta para o universo da infância, este filme profundamente poético, cuja singularidade se sobrepõe sem contestação às afinidades estéticas que a crítica por vezes lhe atribuiu (por exemplo com o neo-realismo italiano que todavia lhe é posterior), encontra em Manuel António Pina, poeta e autor de literatura infantil, o seu mais sensível olhar.

Manuel António Pina, um dos nomes maiores das letras portuguesas contemporâneas, Prémio Camões 2011, escreveu este livro até agora inédito por encomenda do British Film Institute para uma colecção sobre os melhores filmes de sempre comemorativa do centenário do cinema.

«O Concerto Interior — evocações de um poeta», de António Osório


O Concerto Interior — evocações de um poeta
António Osório


Colecção: Testemunhos 53 / Tema, classificação: Memórias
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 136 páginas


ISBN: 978-972-0-79320-1
PVP: 12 €

As recordações são acompanhadas aqui de poemas. Não se trata de uma antologia — a poesia procurou sempre tornar mais clara a minha vida, e a prosa revela a verdade dos versos e das pessoas invocadas. As duas, lado a lado, buscam o encanto de caminharem juntas e de se completarem.
Falta acrescentar que o mistério da existência — procurei-o sempre descobrir ao longo da vida — é o das quatro estações. Porque será que a velha glicínia segue o ritmo das jovens roseiras, essas lindas raparigas? E porque luzem na hora certa, como as constelações? De tudo resulta um concerto interior, preenchendo a alma e tornando-a digna de voltar.


O título devia ser «Breve Autobiografia». Só que as dezenas de pessoas, de parentes, animais, bichos, árvores, trabalhadores rurais, que estão dentro dele, disseram já muito do que tinham a dizer; na maioria dos casos, até lhes sabemos o nome de baptismo. Mais, o «personagem» central, esse é bem reconhecível, desde o primeiro livro.

António Osório

«Império» [convite]

[clicar na imagem para a ampliar]



IMPÉRIO
Alexandre Melo • André e. Teodósio • Vasco Araújo


Apresentação por 

Isabel Moreira e Nuno Crespo

28 de Novembro, quarta-feira, às 18h30


Livraria Assírio & Alvim | Chiado
Pátio Siza — Entrada pela Rua Garrett, 10 ou pela Rua do Carmo, 29, Lisboa

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

«com os livros atrás a arder para toda a eternidade.»



AOS AMIGOS

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
— Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.

Herberto Helder

[ Herberto Helder nasceu no dia 23 de Novembro de 1930 ]

domingo, 18 de novembro de 2012

Manuel António Pina

                           na homenagem feira do livro do porto, 2010

[ Sabugal, 18 de Novembro de 1943 - Porto, 19 de Outubro de 2012 ]


PRIMEIRO DOMINGO

A tarde estava errada,

não era dali, era de outro domingo,
quando ainda não tinhas acontecido,
e apenas eras uma memória parada
sonhando (no meu sonho) comigo.

E eu, como um estranho, passava

no jardim fora de mim
como alguém de quem alguém se lembrava
vagamente (talvez tu),
num tempo alheio e impresente.

Tudo estava no seu lugar

(o teu lugar), excepto a tua existência,
que te aguardava ainda, no limiar
de uma súbita ausência,
principalmente de sentido.




sábado, 17 de novembro de 2012

«Cibercultura e Ficção», de Jorge Martins Rosa (org.)


Cibercultura e Ficção

ISBN: 978-989-8618-09-2

Edição: Novembro 2012

Preço: 21,70 euros | PVP: 23 euros

Formato: 16×22 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 384


[ Em colaboração com o CECL ]

Organização de 
Jorge Martins Rosa

Autores
Aline Ferreira | Ana Barroso | António Fernando Cascais | Artur Matos Alves | Daniel Cardoso | Ermelinda Maria Araújo Ferreira | Filipe da Costa Luz | Gonçalo Furtado | Herlander Elias | Ieda Tucherman | Isabel Brison | João Rosmaninho Duarte Silva | Jorge Martins Rosa | José da Costa Ramos | Manuel Bogalheiro | Margarida Medeiros | Maria Augusta Babo | Maria do Rosário Monteiro | Patrícia Proença | Paulo da Silva Quadros | Paulo Tavares | Pedro de Andrade | Raquel Botelho | Rui Pereira Jorge | Sandra Bettencourt 

«Que afinidades podem encontrar-se entre a ficção e as ideias-chave da cibercultura, como os mundos virtuais ou o conceito de pós-humano? Sabê-lo foi o objetivo do projeto de investigação «A Ficção e as Raízes de Cibercultura», acolhido pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (Universidade Nova de Lisboa) e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Neste volume, que reúne textos do colóquio integrado nesse projeto, apresentados pela equipa e por outros investigadores no universo lusófono, destaca-se a diversidade de abordagens e de respostas. Seja emtextos obscuros de finais do século XIX e início do XX, no previsível género da ficção científica, emautores canónicos como Forster, Beckett e Borges, ou noutros meios de expressão como o cinema, abre-se aqui um rico mas ainda pouco explorado terreno de pesquisa sobre o imaginário tecnológico contemporâneo e o seu passado recente.»

[ clicar na imagem para a aumentar ]