«Num estilo cru, simples e elegante, os cartoons que António Jorge Gonçalves tem desenhado semanalmente desde 2003, no Inimigo Público, versam temas nacionais e internacionais, da política institucional ao comentário de género, e constituem um mosaico do mundo tal como nos é servido pelos media à mesa das nossas consciências.»
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Inimigo Público
«Num estilo cru, simples e elegante, os cartoons que António Jorge Gonçalves tem desenhado semanalmente desde 2003, no Inimigo Público, versam temas nacionais e internacionais, da política institucional ao comentário de género, e constituem um mosaico do mundo tal como nos é servido pelos media à mesa das nossas consciências.»
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
«Estas são as primeiras vontades para uma vida humana digna.»
| Lançamento de Primeiras Vontades, Chiado, 7 de Outubro de 2012. |
«Porque a primeira condição para não nos condenarmos é não nos condenarmos à sobrevivência, há que reencontrar os caminhos de uma vida que nos projecte fins a perseguir, há que reencontrar o sentido moderno de uma autonomia do humano, que para si mesmo escolhe uma lei, um destino, um sentido, e não se submete à heteronomia da subtracção da existência, dada, como ídolo da precariedade, ao consumo de um capitalismo canibal. Escolher é hoje escolher não sermos sobreviventes e resgatar o direito a uma História humana. Em tempos em que abundam as declarações de últimas vontades, nestes tempos árduos que vivemos, há que escolher como se os tempos fossem imaginativos e nos movessem vontades de outros tempos. Estas são as primeiras vontades para uma vida humana digna.»
domingo, 7 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
No próximo domingo à tarde na livraria do Chiado
A DOCUMENTA convida para o lançamento do livro de
André Barata
PRIMEIRAS VONTADES
da liberdade política para tempos árduos
7 de Outubro (domingo), às 16h30
apresentação por
Rui Tavares
Livraria Assírio & Alvim | Chiado
PRIMEIRAS VONTADES
da liberdade política para tempos árduos
7 de Outubro (domingo), às 16h30
apresentação por
Rui Tavares
Livraria Assírio & Alvim | Chiado
«Os ensaios deste livro procuram defender um caminho diferente, de
escolhas humanas que dêem um futuro à História, através do pensamento
sobre a liberdade política de Jean-Jacques Rousseau, Isaiah Berlin,
Hannah Arendt, Jacques Rancière, Jean-Paul Sartre e Slavoj Žižek»
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Novidades Sistema Solar
As próximas novidades Sistema Solar chegam na última semana de Setembro.
Mais informação sobre a Sistema Solar.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
«Da terra e dos livros»
Manuel Hermínio Monteiro nasceu em Parada do Pinhão, Sabrosa - Vila Real, no dia 10 de Setembro de 1952, faz hoje sessenta anos.
Veio dos fundos da terra, mas era um homem urbano. Conversava com os amigos à volta de uma bica na esplanada do café em frente da livraria. Dava-lhes tempo e atenção. Pôs muita poesia a falar, e inventou uma Phala para se falar dela. De toda. A dos versos e as outras, da prosa, das imagens, dos sabores e dos cheiros. Todos o conheciam como editor, mas ele era mais do que isso: tinha intuição e dedo de vedor. Editor, diz o Torrinha, significa originalmente aquele que produz, o que causa, autor e fundador. Tudo isso ele foi. Mas foi também alguém que descobriu e inventou. Descobriu muitos autores e soube encontrar as pessoas certas para, em sintonia com ele, fazerem livros de marca inconfundível, de primeiríssima água. Inventou mil e uma maneiras de dar vida à poesia: nos livros, nas revistas, de viva voz, em sacos de pão e autocarros. E semeou, semeou muito: afectos, ideias, bom gosto, sensibilidade. Fez da amizade um culto, do trabalho uma festa, das causas dos outros uma causa sua.
Por fim, fez nascer uma flor, grande e leve como uma gardénia em página de Proust ou no jardim de uma aldeia da Boémia, e deu-lhe por casa o mundo inteiro e todo o tempo da memória do poema. Chamou-lhe Rosa do Mundo, deixou-nos alimento para dois mil e um dias, e retirou-se. Quando escreveu, sobre uma das primeiras pétalas dessa Rosa, que "poesia e homem criaram uma cúmplice e indissociável relação", era de si que falava. Chama-se Manuel Hermínio Monteiro, e vem ter comigo todas as noites, de cada vez que mudo a fita de marcação do Livro e a deixo ficar na página seguinte, à espera de mais um poema e de mais um encontro.
João Barrento [2001]
A Escala do Meu Mundo, Assírio & Alvim, 2006.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
«Contos de São Petersburgo», de Nikolai Gógol
já disponível em nova edição
CONTOS DE SÃO PETERSBURGO
Nikolai Gógol
Tradução do Russo
Nina Guerra e Filipe Guerra
Colecção: O Imaginário 95 / Tema, classificação: Ficção
Formato e acabamento: 14 x 21 cm, edição brochada com badanas / 248 páginas
Nikolai Gógol
Tradução do Russo
Nina Guerra e Filipe Guerra
Colecção: O Imaginário 95 / Tema, classificação: Ficção
Formato e acabamento: 14 x 21 cm, edição brochada com badanas / 248 páginas
ISBN: 978-972-0-79313-3 / Preço: 15,00 euros
Estão aqui reunidas as cinco «Histórias de Petersburgo» - Avenida Névski (1834), Diário de um Louco (1834), O Nariz (1836), O Retrato (1841) e O Capote (1841). Acrescentou-se A Caleche (1836), pequeno conto que alguns autores integram neste ciclo. Trata-se do chamado «segundo período» da obra do autor, que se seguiu ao período das histórias ucranianas - Noites na Granja ao pé de Dikanka e Mírgorod.
Estes contos do fantástico-real (ou real-fantástico), integrando o humor e a sátira inconfundíveis de Gógol, tiveram grande influência no ulterior desenvolvimento da prosa literária russa e, também, no de todas as literaturas ocidentais. A modernidade das propostas de Gógol continua mais viva do que nunca nestas histórias em que a personagem principal é a cidade de Petersburgo: mesquinha, sufocante, ridícula, irrisória e ilusória.
«O que é um facto é que o comprido e sensível nariz de Gógol descobriu novos odores na literatura (que conduziam a um novo frisson). Como diz o provérbio russo "o homem que tem o nariz mais comprido vê mais longe"; e Gogol via com as narinas. O órgão que nas suas obras juvenis era apenas um acessório carnavalesco encontrado nessa loja de adereços baratos chamada "folclore", revelou-se, no auge do seu génio, o seu mais importante aliado.»
Vladimir Nabokov
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