sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cartas de Amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz


CARTAS DE AMOR DE FERNANDO PESSOA E OFÉLIA QUEIROZ

Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz

 Edição de Manuela Parreira da Silva


Colecção: Pessoana 13 / Tema, classificação: Correspondência
Data de Edição: Junho de 2012
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada com sobrecapa / 368 páginas

ISBN: 978-972-0-79310-2
P.V.P.: 18 €

Neste livro a ideia comum de que estaríamos perante um namoro platónico, sem réstia de erotismo, desfaz-se por inteiro. Vemos, enfim, surgir um Pessoa diferente do outro lado do espelho. Um Pessoa não só sujeito e manipulador da escrita, mas um Pessoa indefeso, objecto do discurso (e do afecto) de outrem, personagem de uma história real.


«Pela primeira vez, as cartas de amor de Fernando Pessoa e de Ofélia Queiroz são apresentadas em edição conjunta.
Uma edição conjunta é a forma mais adequada para dar a ler uma correspondência, que pressupõe sempre um diálogo, uma interacção, a existência concreta de dois interlocutores. Cada carta é, em si mesma, ou a resposta a outra carta ou pretexto para ela. Até quando o destinatário opta por não responder, de algum modo, o seu silêncio se inscreve na carta seguinte. Assim, uma relação amorosa, sustentada epistolarmente, como a de Pessoa e Ofélia, só é, na verdade, entendível quando os dois discursos se cruzam e mutuamente se reflectem.»

Manuela Parreira da Silva

Chegou hoje às nossas livrarias

«De Amore», de Armando Silva Carvalho [convite]


A Livraria Assírio & Alvim convida para o lançamento do livro de

Armando Silva Carvalho

DE AMORE


21 de Junho (quinta-feira), às 19h


apresentação por

José Manuel de Vasconcelos

Livraria Assírio & Alvim | Chiado
Pátio Siza — Entrada pela Rua Garrett, 10 ou pela Rua do Carmo, 29, Lisboa

quarta-feira, 13 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Walt Whitman


[31 de Maio de 1819 – 26 de Março de 1892]


Em mim vivem as vozes há muito tempo emudecidas,
Vozes de intermináveis gerações de prisioneiros e escravos,

Vozes de doentes e desesperados, de ladrões e anões, 

Vozes de ciclos de gestação e crescimento,

E dos fios que ligam as estrelas, e dos úteros e da seiva paternal,

E dos direitos dos ofendidos,

Dos disformes, triviais, simples, idiotas, desprezados,

Névoa no ar, escaravelhos que fazem rolar bolas de excrementos.


[Excerto do canto XXIV]

Gruta e Crânio - Desenho_1963-2011 José de Guimarães


Gruta e Crânio - Desenho_1963-211
José de Guimarães

Edição de Nuno Faria


ISBN: 978-989-97719-2-5
Preço: 35,85 euros | PVP: 38 euros

Formato: 21×26 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 464 (a cores)

[ Exposição na Fundação Carmona e Costa de 19 de Maio a 28 de Julho de 2012 ]
«O desenho, tantas vezes considerado como excepção ou intervalo, momento de repouso na produção de um artista, constitui-se em Portugal como uma disciplina de espectro muito alargado, não sendo no entanto raros os casos de artistas que embora o pratiquem de forma continuada, por esta ou aquela razão não o tornam visível. Assim sucede com José de Guimarães, artista cuja posição de franca notoriedade no panorama artístico contrasta de forma gritante e paradoxal com o desconhecimento de um tão relevante segmento do trabalho, que permanecia até hoje inédito na sua quase totalidade.
Neste livro apresentam-se desenhos que cobrem um período de quase cinquenta anos. Aquilo que é dado a ver é um conjunto de trabalhos extraordinariamente diversificado, marcado pela experimentação, pela liberdade e pela volúpia do fazer, onde se afina a mão e forma o pensamento. Entre o passatempo e a descoberta de si, o combate ao tédio e a lenta construção de uma linguagem própria, o desenho é para José de Guimarães o território por excelência de tematização da multiplicidade. Entre desenhos realizados com máquina de escrever ou a tinta projectada com aerógrafo, uma largado conjunto de desenhos eróticos inspirados das gravuras de Hokusai, desenhos de construção lenta ou esquissos de aparência infantil em que à mão é dada a liberdade e a vertigem da procura, tudo aqui se manifesta no júbilo da desordem. Gruta e Crânio – Desenho_1963-2011 constitui-se assim como uma surpreendente oportunidade de revisitação do trabalho de José de Guimarães através do desenho, a "maior tentação do espírito", segundo Paul Valéry.»

Nuno Faria

quarta-feira, 30 de maio de 2012

«Amsterdão é sempre água e casas pintadas a branco e preto, cheias de janelas, com empenas esculpidas e cortinas de renda; preto, branco a desdobrarem-se na água.»


O Senhor de Bougrelon

Jean Lorrain

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes


ISBN: 978-989-8566-04-1
Preço: 10,38 euros | PVP: 11 euros


Formato: 14,5×20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 112


"A mais nobre insolência de Jean Lorrain"
[Philippe Julien]

«Sobre O Senhor de Bougrelon André Breton escreveu: "A esta obra admirável não vejo nada equivalente na nossa literatura. Um destes deuses da poesia que nós, em suma, recentemente descobrimos." A sua admiração é compreensível; porque Breton considerava a "estética decadente", com a sua "sensualidade mística e loucamente perturbadora", elemento essencial da poética surrealista. Mas O Senhor de Bougrelon também é, vendo-o menos complicado pelas suas alucinações, um transformador das realidades pungentes em nobreza, um esteta perverso e atormentado, um ser de hesitações entre a fealdade humana e o esplendor da arte; e tem um fogo interior que ele sopra para recusar o real. "A mais nobre insolência de Jean Lorrain", disse-o em 1887 Philippe Julien.
Chamou-se Paul Duval em 1855, quando nasceu, e preferiu-se na literatura como Jean Lorrain. Em 1884 Jean Lorrain já era, na capital, um jornalista; um odiado jornalista, ora intelectual, ora mundano, de flechas envenenadas. A 30 de Junho de 1906 morreu; em Paris, inesperadamente, e com o cólon perfurado.
Vinte e quatro anos depois da sua morte, Rachilde — uma das suas amizades femininas mais persistentes, cúmplice na fantasia dos gestos, nos engates provocatórios, nos gostos equívocos — publicou Portraits d’Hommes e lembrou-se de Jean Lorrain: "Pobre criança grande, sempre a correr atrás do seu romantismo […]; porque ele era, ao mesmo tempo, pintor e modelo dos seus heróis. Qual o verdadeiro? Qual o falso? Saberia ele próprio dizê-lo?"» [A.F].

terça-feira, 29 de maio de 2012

«Há, de facto, homens-oceanos.»


Os Génios seguido de Exemplos


Victor Hugo

Edição de Aníbal Fernandes

Traduções de
 Aníbal Fernandes, António José Vale, Basílio Teles, 
Francisco Dias Gomes, António José de Lima Leitão, A. de S.S. Costa
Lobo, Domingos Enes, João de Deus.

ISBN: 978-989-8566-03-4
PVP: 16 euros

Formato: 14,5×20,5 cm (brochado, com badanas)
Número de páginas: 248 (8 imagens a 4 cores)

«Estas ondas, este fluxo e este refluxo, este vaivém terrível, este ruído de todos os sopros, [...] este infinito, este insondável, pode tudo isto estar num espírito, e chama-se então génio a esse espírito e tereis Ésquilo, tereis Isaías, tereis Juvenal, tereis Dante, tereis Miguel Ângelo, tereis Shakespeare, e olhar para estas almas é como olhar o Oceano.»

«Victor Hugo [1802-1885] começa a congeminar o livro polémico que se chamaria William Shakespeare: porque em 1864 era celebrado o tricentenário do nascimento do dramaturgo inglês; porque o seu filho François-Victor lhe pedia um prefácio às suas traduções desse autor; e porque ele próprio sonhava para esta obra outro papel: o de testamento do século XIX e da corrente estética que ficaria conhecida por Romantismo. Ficar-se-ia também a saber que aos homens do génio, sentidos por metáfora nessa diversidade imensa de águas, podemos chamar homens-oceanos. Shakespeare seria escolhido como último numa cronologia de catorze génios literários; e olhar para as suas almas seria o mesmo que olhar para o oceano. Em1864, a publicação de William Shakespeare por uma editora de Bruxelas surpreendeu e foi polémica.O título desse livro de quatrocentas páginas prometia Shakespeare mas só passava por ele de raspão; coleccionava dissertações que tinham como tema central o génio, uma delas chamada precisamente «Les Génies» (a que foi isolada e aqui traduzida para português).
Os «génios» escolhidos por Victor Hugo (Homero, Job, Ésquilo, Isaías, Ezequiel, Lucrécio, Juvenal, Tácito, João, Paulo, Dante, Rabelais, Cervantes, Shakespeare) só podem ser avaliados na sua posição cimeira pela totalidade da obra e no contexto histórico em que ela surgiu na literatura. Os Exemplos deste livro ambicionam menos: coleccionar os seus catorze estilos, os seus catorze tons, e mostrar como puderam ser sentidos e reflectidos noutra língua, a portuguesa.» [A.F].

segunda-feira, 28 de maio de 2012

«Poesia», de Daniel Faria


POESIA
Daniel Faria 

Edição de Vera Vouga


Colecção: Documenta Poetica 144 / Tema, classificação: Poesia
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição encadernada / 464 páginas

ISBN: 978-972-0-79307-2
PVP: 22,00

O presente volume reúne toda a poesia de Daniel Faria e dá a conhecer ao público, pela primeira vez, treze poemas inéditos. A edição é de Vera Vouga, professora do poeta que acompanhou os seus primeiros passos literários. Este livro integra o "Plano Nacional de Leitura: Ensino Secundário — sugestões para leitura autónoma".

A manhã move a pedra sem raiz
O seu repouso de árvore em flor.
Qualquer astro é menos que o repouso
De uma pedra em flor.
[poema inédito]



Daniel Faria nasceu em Baltar, Paredes, em 1971. Frequentou o curso de Teologia na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, obtendo a licenciatura em 1996. O gosto pela poesia e pela expressão poética levou-o a obter uma segunda licenciatura, em Estudos Portugueses, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Faleceu em 1999, com apenas 28 anos, quando estava prestes a concluir o noviciado no Mosteiro Beneditino de Singeverga. Deixou-nos, apesar do seu desaparecimento prematuro, um notável legado poético.

brevemente

domingo, 27 de maio de 2012

«Trabalhos e Paixões de Benito Prada», de Fernando Assis Pacheco, um romance que «dá um nó nas tripas do leitor»


TRABALHOS E PAIXÕES DE BENITO PRADA
Fernando Assis Pacheco

Colecção: Obras de Fernando Assis Pacheco 5 / Tema, classificação: Ficção
Formato e acabamento: 14,5 x 20,5 cm, edição brochada / 240 páginas

ISBN: 978-972-0-79308-9
PVP: 14,00



«Num tempo de romances pálidos, anémicos, o romance de Assis Pacheco é uma labareda, saga ardente, acelera o coração, dá um nó nas tripas do leitor. Bem haja!, como dizem os de Coimbra.» Jorge Amado

Galego da província de Ourense, Benito Prada vem para Portugal ganhar a vida, deixando para trás os seus trabalhos e paixões: a casa pobre, o pai afiador, as poucas letras aprendidas na Meiga de Ventosela. Sendo uma obra de ficção não deixa ainda assim de abordar acontecimentos e personagens históricas da primeira metade do século XX, como a visita de Franco à Universidade de Coimbra para receber o título de Doutor honoris causa em Direito. Um livro vibrante escrito num português sumptuoso.

Nasceu em 1937 em Lisboa. Em discurso directo: «Sou o Fernando Assis Pacheco, 41 anos, um pasmado sem cura. Tudo me espanta, gramo a vida, quero morrer mais lá para o verão». Às perguntas «Consideras- te deprimido, introvertido, extrovertido, calmo, fogoso? A que signo pertences? Dás-lhes importância?», Assis responde: «A partir do fim: sou Aquário, mas não ligo peva. Sou todos os adjectivos da pergunta, mas também sou inteligente, esquizóide, reinadio, arrebatado, ponderado e extravagante, embora à vez, para não chatear o indígena». Morreu em 1995, aos 58 anos, à porta da livraria Buchholz.


brevemente