Mostrar mensagens com a etiqueta Colecção de Bolso BI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colecção de Bolso BI. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O sonho que imita a vida, até se tornar nela, para sempre


«Noites brancas»: noites do início do Verão em que não escurece, fenómeno observado em ambos os hemisférios a partir dos 60 graus de latitude norte e sul (em Petersburgo vai de 11 de Junho a 2 de Julho). Estas noites de Petersburgo que imitam o dia são o símbolo que preside ao conto de Dostoiévski: o sonho que imita a vida, até se tornar nela, para sempre. Fiódor Dostoievski nasceu em 1821 em Moscovo de uma família modesta. Esteve preso e cumpriu trabalhos forçados na Sibéria. Viajou pela Europa, tendo residido na Alemanha até 1871, ano em que regressou à Rússia onde morreu 10 anos depois.

Fiódor Dostoiévski
Noites Brancas – romance sentimental

Tradução do russo de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 039 | PVP: 5 euros

terça-feira, 10 de abril de 2012

«Os ucranianos dão este nome a um chefe dos gnomos, cujas pálpebras descem até ao chão.»


«Víi é uma gigantesca criação da imaginação do povo. Os ucranianos dão este nome a um chefe dos gnomos, cujas pálpebras descem até ao chão. Toda esta novela é uma lenda popular. Não quis mudá-la em ponto algum e conto-a na forma quase tão simples como aquela em que a ouvi.»

Filipe Guerra
Nikolai Gógol
O BRUXO VÍI

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra


Colecção BI 067 | PVP: 5 euros

«Contos de São Petersburgo», de Nikolai Gógol

Estão aqui reunidas as cinco «Histórias de Petersburgo» — Avenida Névski (1834), Diário de um Louco (1834), O Nariz (1836), O Retrato (1841) e O Capote (1841). Acrescentou-se A Caleche (1836), pequeno conto que alguns autores integram neste ciclo. Trata-se do chamado «segundo período» da obra do autor, que se seguiu ao período das histórias ucranianas — Noites na Granja ao pé de Dikanka e Mírgorod.
Nikolai Gógol nasceu a 20 de Março de 1809 na província de Poltava (Ucrânia), no seio de uma família de médios proprietários rurais (1200 hectares e 200 servos da gleba). Partiu jovem para Petersburgo, a fim de fazer carreira. Passou grande parte da sua vida em viagens pelo estrangeiro e pela Rússia. Depois de uma lenta agonia, morreu a 4 de Março de 1852, num estado de ascese e em grande sofrimento.

Nikolai Gógol
CONTOS DE SÃO PETERSBURGO

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra

Colecção BI 007 | PVP: 7 euros

segunda-feira, 9 de abril de 2012

«Quando Pascoaes inventou Portugal não se deu conta do que tinha feito: pensou que se tinha limitado a descobri-lo.»



«Quando Pascoaes inventou Portugal não se deu conta do que tinha feito: pensou que se tinha limitado a descobri-lo. Quando imaginou os Portugueses, entregando-lhes as palavras e as visões que só a ele pertenciam, enganou-se. Os Portugueses de Pascoaes nem sequer existiam. Pascoaes nunca percebeu que era tudo invenção dele. Escreveu um livro, a Arte de Ser Português, recusando a responsabilidade da criação, na ânsia de ser apenas um espectador.
Pascoaes não queria ser mais um poeta. Queria servir, servir e pertencer. Não queria ficar de fora nem sozinho. Queria escrever, mas escrever como quem presta um serviço: um serviço de observar, de ouvir, de descrever. Não queria ser mais um escritor português. Queria ser o escritor através do qual escrevia Portugal. Nem menos!»

Miguel Esteves Cardoso

Teixeira de Pascoaes
ARTE DE SER PORTUGUÊS

apresentação de Miguel Esteves Cardoso

Colecção BI 020 | PVP:5 euros

quinta-feira, 5 de abril de 2012

«Só a imaginação transforma. Só a imaginação transtorna.»


«Só a imaginação transforma. Só a imaginação transtorna. É imaginação o livre exercício do espírito que servindo-se de um ou mais aspectos do “real” passa lenta ou rapidamente ao extremo limite deste para alcançar, pouco importa em que margens, o objecto real de um irreal conquistado no espírito. Acelerar este processo levando-o a um ponto em que se torne impossível falar de real e irreal (negação da negação anterior), produzir um objecto onde tudo, simultaneamente, tem as propriedades da verdade e do erro, da razão e da loucura, do que foi encontrado e do que foi perdido, é transformar a realidade depois de a haver transtornado – é fixar, violentando a realidade “presente”, um novo real poético (uno). Esse real poético dá-o o surrealismo, reunindo, até hoje insuperavelmente, Apolo e Dionisos, Vénus Urânia e Vénus Anadiómena, Ocultismo e Magia.» - Mário Cesariny


Mário Cesariny
MANUAL DE PRESTIDIGITAÇÃO

Colecção BI 032 | PVP: 7 euros


«uma apresentação perfeita do diálogo heteronímico»

Esta é uma série de poemas de que o acaso está excluído. Cada um corresponde a uma escolha que Pessoa faz para publicação — de entre o conjunto impressionante dos seus escritos, tal como hoje o conhecemos.
O resultado é uma apresentação perfeita do diálogo heteronímico, passando por alguns dos momentos-chave da moderna poesia em português.

Fernando Pessoa
FICÇÕES DO INTERLÚDIO 
Poemas publicados em vida

edição de Fernando Cabral Martins

Colecção BI 011 | PVP: 7 euros

«Sá-Carneiro teve sobretudo o génio de querer ter génio»


Primeiro, Sá-Carneiro teve sobretudo o génio de querer ter génio, pois a sua ânsia de Novo apenas encontrou formas recolhidas da tradição, de Nobre a Pessanha, tornadas mais intensas pelo luxo das imagens e pelo desfazer anti-romântico do Eu sentimental — no que acompanhou o seu grande amigo Pessoa.
Desse caos decadente emergiu um último Sá-Carneiro, que desde Orpheu 2 escreve alguns dos poemas mais dilacerantes da língua, num tom de singularidade radical, fulgurante e excessivo.

Mário de Sá-Carneiro

POEMAS

edição de Fernando Cabral Martins

Colecção BI 006 | PVP: 4 euros

«Mensagem é o único livro de poemas de Fernando Pessoa publicado em português durante a sua vida.»


Mensagem é o único livro de poemas de Fernando Pessoa publicado em português durante a sua vida. É  também «realmente um só poema», como escreveu, dada a unidade perfeita conseguida pelo seu canto das grandezas passadas da nação — que se reflectem no futuro, potenciadas pelo Quinto Império.
Sem a simetria de composição nem a vastidão narrativa da epopeia clássica, é a obra minimal de um Supra-Camões concentrado na construção de um mito, o de D. Sebastião, entendido como a síntese da ousadia dos heróis anteriores e como a promessa de um «dia claro» por vir.


Fernando Pessoa
MENSAGEM

edição de Fernando Cabral Martins

Colecção BI 004 | PVP: 4 euros